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ECONOMIA: CRISE ECONÔMICA CAUSADA PELA PANDEMIA RESULTA NA ABERTURA DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO CEARÁ

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Com o avanço nos números de novos microempreendedores, a economia estadual encontra uma saída para diminuir as taxas de desemprego.

No decorrer dos anos de 2020 e 2021, a pandemia do novo coronavírus ocasionou uma queda brusca nos números da economia de todo o país. No Ceará, não foi diferente, o estado apresentou resultados decrescentes no âmbito da economia, com destaque principalmente por uma onda de fechamentos de empresas no setor comercial. Com o encerramento das atividades de alguns desses estabelecimentos, a taxa de desemprego cresceu exponencialmente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), a taxa de desemprego cearense atingiu 14,1%.

As micro empresas tornaram-se uma saída viável para diminuir as taxas de desemprego e gerar uma fonte de renda que suprisse a necessidade dos cearenses. No primeiro semestre de 2020, de acordo com a Junta Comercial do
Estado do Ceará (JUCEC), os números registrados de novos Microempreendedores Individuais (MEI), tiveram um aumento de 24%. Esses percentuais cresceram ao longo do ano, fazendo com que o Ceará fechasse 2020 e entrasse em 2021 com mais de 69 mil novos cadastros como MEI.

Segundo dados divulgados pelo Governo do Estado do Ceará, o Produto Interno Bruto (PIB) cearense em 2020 sofreu um declínio de 3,56%, também considerado um índice pequeno, quando visto no contexto decorrente de uma crise sanitária que ocorreu no ano de 2020. A atuação das micro e pequenas empresas (MPE) foi crucial para que essa decaída não fosse maior. A estimativa do Sebrae é que as MPE’s contribuem com cerca de 36% dos componentes que formam o PIB do Ceará.

A IMPORTÂNCIA DA FORMALIZAÇÃO DOS MICROEMPREENDEDORES
Com o objetivo de oficializar o microempreendedorismo como um trabalho legal no país, o governo federal criou no ano de 2008 a Lei no128, que consiste em formalizar o trabalho do microempreendedor. Até então, esse tipo de trabalho não tinha suporte nas leis trabalhistas.
Com o amparo dos governos federal, estadual e municipal, o surgimento de associações que facilitassem a regulamentação dessas microempresas também cresceu, beneficiando assim milhões de pessoas que optam por essa modalidade de comércio.
No ano de 2020, durante a pandemia, o portal do Sebrae em parceria com o governo federal, registraram um aumento na procura por novos cadastros MEI. Foram contabilizados, em média, 107,8 mil novos microempreendedores em todo o Brasil. A loja de materiais descartáveis da comerciante Taiane Martins, é um dos
micro negócios que se beneficiaram desse cadastramento durante a pandemia.
Segundo a comerciante, a ideia da formalização do serviço se deu a partir da demissão no seu último emprego: “Eu sempre trabalhei no comércio em uma grande empresa, porém durante a pandemia, houve um corte de gastos que afetou muitas áreas, fazendo com que vários funcionários fossem demitidos, inclusive eu. Foi aí que veio a ideia de registrar um negócio que minha mãe já tinha, e assumir como uma microempresa.”
Ela também contou como o cadastramento favoreceu o seu negócio por conta de todas as vantagens que são cedidas aos microempreendedores: “Entre os benefícios mais significativos ao meu estabelecimento, o que mais me ajudou foi a criação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), pois com essa formalidade a compra com os fornecedores se tornou mais viável.”

RESULTADOS DO MICROEMPREENDEDORISMO NO CEARÁ EM 2021:
Conforme pesquisa realizada pelo Sebrae, nos dois primeiros meses de 2021, as micro e pequenas empresas apresentaram resultados favoráveis aos cearenses. De acordo com a pesquisa, cerca de 80% dos novos empregos gerados em fevereiro estão diretamente ligados ao microempreendedorismo. A pesquisa ainda ressalta
que o número de 16,8 mil empregos é 5,3 vezes maior do que os empregos gerados
por grandes empresas nesse mesmo período. Ainda seguindo os dados dessa pesquisa, o saldo geral de novas contratações de janeiro e fevereiro juntos, representam 83,5% dos empregos que foram gerados em
todo o estado. As taxas crescentes em 2021, representam um progresso de 100% se comparadas a 2020. Em nível nacional, as micro e pequenas empresas geram também um efeito benéfico, a pesquisa cita que a modalidade MPE, foi responsável por 68% dos empregos em todo território nacional, o equivalente a 275 mil vagas de emprego
que foram preenchidas.

Texto: Hyago Felix (4° semestre -Jornalismo/UNI7) 

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