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FA7 NO CENTRO: A vida de cada um no Mercado Central

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FA7 no Centro

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A alma de uma cidade pode estar em diferentes lugares. Nenhum deles reúne personagens, sotaques, tradição e histórias como este lugar de mercadorias

Roberta conversou com os vendedores do Mercado Central, para saber a história de vida deles

Roberta conversou com os vendedores do Mercado Central, para saber a história de vida deles

São inúmeros os casos de pessoas que, mesmo diante das dificuldades, não perdem a alegria de viver. No Centro de Fortaleza, especificamente no Mercado Central, há muitas pessoas com histórias de vida assim. Parar, dar atenção e conversar com os vendedores possibilita conhecer suas histórias. Parte delas está relacionada com a repercussão que a crise está tendo no comércio local.

Francisco de Assis dos Santos, 50 anos, é um desses casos. Trabalha vendendo sapatos e bolsas no mercado desde 1998 e é natural de Fortaleza. Casado, um filho, concluiu o ensino médio, mas não fez faculdade. Com a vivência no comércio, reconhece que as vendas caíram: antes eram cerca de 20 negociações por dia e hoje são apenas cinco.

Com experiência, já viveu muitas histórias. Dentre elas, uma engraçada que aconteceu quando vendeu um sapato para um turista português. Depois de dois anos o homem veio reclamar de um defeito, mas ele estava usando o calçado ao contrário.

Já Antônio Alexandre Cavalcante Lima, 35 anos, trabalha vendendo alimentos e artesanatos há cerca de seis meses. Fortalezense, seu sonho é conhecer a Itália, continuar namorando e fazer faculdade. Sobre as vendas, disse que iam bem, de maneira geral. Ele falou que achava engraçado e ao mesmo tempo triste, as pessoas que tentavam baixar os preços dos produtos, porque viam nisso uma desvalorização do trabalho do artista. Alexandre disse que ama trabalhar no ramo de vendas e espera que, quando a crise acabar, elas aumentem consideravelmente.

Roberta Linhares Costa
1º semestre

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