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46% dos homicídios em Fortaleza não têm suspeitos, aponta estudo

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O perfil das vítimas analisadas na pesquisa é composto por jovens, homens, negros e moradores da periferia. O relatório emitiu ainda 13 recomendações à Secretaria da Segurança Pública do Estado

Um estudo inédito elaborado pela Rede Acolhe, projeto da Defensoria Pública Geral do Ceará (DPCE) que lida com vítimas de violência, revela falhas nos inquéritos de vítimas mais vulneráveis de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) em Fortaleza. Na pesquisa “Em busca de Justiça”, divulgada na última terça-feira (26), dos 180 casos atendidos pelo programa da Defensoria que foram analisados, 46% apresentaram ausência de suspeitos para os homicídios.

Criada em julho de 2017, a Rede Acolhe existe para dar assistência a familiares de vítimas e vítimas sobreviventes de atos de violência. Naquele ano, o Ceará havia registrado 5.133 Crimes Violentos Letais Intencionais. No período seguinte, 4.518 casos. Em 2019, 2.257. Em 2020, houve um salto para 4.039 ocorrências. Neste ano, de janeiro a maio, o estado acumula 1.324 registros de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte. Os dados são da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Acompanhe mais detalhes na reportagem especial “Quem é o culpado?”, produzida pelo aluno Júnior Colucci, estudante do 5° semestre de jornalismo.

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