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EDUCAÇÃO INCLUSIVA: Especialista fala a professores e funcionários da FA7 sobre autismo

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O desafio da docência com relação a alunos especiais foi o principal tema abordado na palestra

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Professor do curso de Psicologia da UFC, Luís Archilles dá palestra sobre autismo à professores e coordenadores da FA7 (Foto: Daniel Silva)

“O ensino de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo” foi o tema da palestra do
professor Luís Archilles, do curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), sábado, 27, no auditório do segundo andar da Faculdade 7 de Setembro (FA7). A palestra fez parte da programação do Encontro de Formação Docente Continuada, para professores da instituição.

Durante a palestra, Archilles deixou clara sua posição contrária ao uso indiscriminado de medicamentos e contou um pouco sobre a história do transtorno. Em um segundo momento, respondeu a perguntas dos professores da FA7, que se mostraram muito interessados no assunto. O professor, que é doutor em Educação pela UFC, ainda mostrou que é possível promover uma educação inclusiva mostrando casos de autistas bem sucedidos.

Luís Archilles também falou sobre educação inclusiva para funcionários da instituição, na sala 20, no segundo andar. O professor ressaltou a importância de se discutir as formas de recepção de pessoas com algum tipo de transtorno autista em ambiente acadêmico.

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Luís também fala sobre o assunto à funcionários da instituição, mostrando a importância da educação inclusiva (Foto: Daniel Silva)

Ao final do evento, o palestrante conversou com o Quinto Andar:
Quinto Andar: Em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, o doutor Dráuzio Varella afirmou que a cada 100 pessoas que nascem no Brasil, uma é autista. Contudo, ainda prevalece uma visão preconceituosa e estereotipada sobre os portadores desse transtorno. Como o senhor acredita que isso pode ser combatido?
Luís Archilles: Essa reportagem produziu um equívoco. Há um uso indiscriminado da noção de autismo de modo a ele se tornar um problema de saúde pública. Aquela reportagem do doutor Dráuzio Varella foi muito tendenciosa, de certo modo e do ponto de vista de entendimento do fenômeno. O que não significa que ele não tenha uma importância radical. É muito importante o que tem acontecido com o autismo. São coisas muito sérias e que devem sim ser discutidas, mas não combatidas, não é da ordem do combate. Mas, sim, da legitimidade do papel dessas pessoas na sociedade, e da possibilidade delas exercerem suas vidas, no exercício pleno de todos seus direitos, do gozo da sua vida da melhor forma possível.

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“É muito importante o que tem acontecido com o autismo. São coisas muito sérias e que devem sim ser discutidas, mas não combatidas”, destaca o professor (Foto: Daniel Silva)

QA: Embora não exista estatística com relação ao tema, por uma questão de observação, percebesse que é muito pequeno o número de autistas em universidades. Como isso pode ser superado?
LA: Primeiro, saber quem são essas pessoas e o que elas querem, e a partir daí as universidades começarem a pensar esses casos, e de como pode desenvolver suas potencialidades. E que essas pessoas possam ir às universidades, voltarem para casa e desenvolverem suas vidas da melhor forma possível.

QA: O docente brasileiro está preparado para lidar com o autista?
LA: Ninguém nunca está preparado para lidar com um autista. Uma mãe, por exemplo, nunca está preparada para receber um autista. Mas, nós, todos somos responsáveis por recebê-los. Então, a questão é que não nos sentimos preparados, mas temos que nos preparar. Se eu não estou preparado, tenho que criar espaço para recebê-lo e me preparar para isso.

Felipe Gomes
3º semestre

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