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DEZEMBRO VERMELHO: A prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis

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Áudio, Texto, Uni7 Informa

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Entenda mais sobre o que são as IST´s, como é possível se prevenir de contaminações e como proceder caso seja diagnosticado com alguma das infecções. 

A campanha de luta em prol da conscientização sobre Infecções sexualmente transmissíveis (IST´s) faz um alerta para a prevenção e diagnóstico precoce do HIV e do tratamento contra a Aids. Sendo uma extensão ao Dia Mundial de Combate à AIDS celebrado no dia 1º dia do mês, o período foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na década de 80, época em que a AIDS representava um momento diferente para a área da saúde.

Ainda não há cura para a infecção pelo HIV. No entanto, medicamentos antirretrovirais eficazes podem controlar o vírus e ajudar a prevenir a transmissão para outras pessoas. Com os avanços no tratamento e diagnóstico de HIV ((Human Immunodeficiency Virus) e AIDS (Acquired Immune Deficiency Syndrome), a vida de quem contrai um dos dois tipos de doenças sexualmente transmissíveis pode evoluir para melhor. Mesmo com acesso a infomação mais facilitado atualmente, muitas pessoas confundem os termos usados, mas o HIV se refere ao vírus da imunodeficiência humana, enquanto a AIDS significa síndrome da imunodeficiência adquirida. Ou seja, HIV é um vírus e AIDS é uma síndrome que pode se desenvolver em indivíduos que portam esse vírus.

De acordo com dados da organização Mundial da Saúde (OMS) Estima-se que existiam 38 milhões de pessoas vivendo com HIV até o fim de 2020. A cobertura dos serviços de saúde mais acessíveis tem aumentado continuamente, permitindo que 68% dos adultos e 53% das crianças vivendo com HIV em todo o mundo estejam recebendo terapia antirretroviral.

O aumento de situações de contágio ao HIV está frequentemente associado a fatores legais e sociais, o que leva ao aumento da exposição a situações de risco e prejudica o acesso a serviços de prevenção, testagem e tratamento eficazes, de qualidade e acessíveis. O vírus pode ser detectado e a doença diagnosticada por meio de testes rápidos que emitem resultados no mesmo dia. 

Em dados também disponibilizados pela OMS, é demonstrado que no final de 2020, cerca de 81% das pessoas que possuem o vírus HIV sabiam de sua condição enquanto 67% estavam recebendo terapia antirretroviral e 59% haviam atingido a supressão viral, ou seja, sem riscos de infectar outras pessoas.

Em entrevista cedida ao NPJOR, a médica infectologista Licia Pontes, explicou sobre a importância da existência de uma campanha de nível em escala mundial. A médica menciona que “o dezembro vermelho é uma excelente iniciativa para se abordar o assunto prevenção e combate ao preconceito contra HIV/Aids e outras IST!
Falar sobre o assunto é necessário para disseminar conhecimento! É só o conhecimento que quebra o preconceito!”

Quando questionada sobre a relação de pessoas portadoras do vírus HIV e que possuem AIDS com o advento da Covid-19, Lícia explicou que “Para falar a verdade, para as pessoas vivendo com HIV e Aids a vacinação para COVID-19 foi facilitada!
O que aconteceu foi uma redução na adesão as consultas de acompanhamento de PVHIV por conta de dificuldades relacionadas a lockdown e a desvio de forças para o combate à pandemia! Pessoas com outros diagnósticos de doenças crônicas também foram penalizados durante a pandemia e agora tentam reencontrar o equilíbrio.”.

A prevenção das IST´s é de extrema importância para que a doença não seja espalhada. A infectologista afirma que “a prevenção adequada às ISTs se dá de muitas formas! A forma mais eficiente e barata é uso consistente do preservativo interno, externo e associado ao gel lubrificante a base de água! Mas também é necessário vacinar para HPV e hepatites A e B! É preciso divulgar melhor as estratégias de PrEP e PEP (profilaxia pré exposição ao HIV e profilaxia pós exposição ao HIV)! Os cuidados com as grávidas para proteger os bebês durante o parto e diagnosticar cedo as pessoas para que sejam tratadas corretamente, vivam melhor e não transmitam mais para outras pessoas! Afinal, para o HIV indetectável = intransmissível”.

Em caso de dúvidas sobre a possibilidade de contaminação através de uma relação desprotegida, existem ações necessárias que uma pessoa precisa tomar, a Dra. Lícia informou ao NPJOR que “Se a pessoa for exposta a uma doença através de alguém que tenha uma doença ou esteja com uma infecção sexualmente transmissível, ela pode recorrer de preferência durante as primeiras 72h a um serviço de saúde para fazer uma profilaxia pós exposição ao HIV e para tratar as possíveis doenças para as quais ela pode ter sido exposta. Esses serviços estão disponíveis aqui em Fortaleza nas Policlínicas e no Hospital São José que funciona 24 durante os 7 dias da semana. Chegando ao local o paciente deve se apresentar e relatar que ao ter uma relação sexual sem proteção, e se viu em risco a alguma IST.”

Através dessas informações e dicas de uma profissional, é importante que toda a sociedade esteja em constante alerta e cuidado em relação as doenças sexualmente transmissíveis. Esta é uma problemática de saúde mundial e que precisa estar sempre em discussão para que venha a afetar cada vez menos a vida das pessoas. 

Confira nosso podcast:

Texto: Fernanda Borges (8° semestre / Jornalismo)

Áudio: Bernardo Barros (6° semestre / Jornalismo) e Bianca Lourenço (2° semestre / Jornalismo)

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