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CULTURA: Movimentações artísticas como ferramentas de resistência

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Em um contexto de efervescência política, mais do que nunca, arte e cultura buscam se estabelecer como instrumentos de transformação social

Entre 19 tipos de grupos artísticos nos municípios brasileiros, os de teatro estavam presentes em 43,4% das cidades

A ação cultural no Ceará busca manter sua própria existência como arte. Como ferramenta de mobilização atuante, quer estabelecer seu valor como instrumento social, e refletir essa nova conjuntura, em que as movimentações artísticas se tornaram ferramentas de resistência.

Desvalorizada, a voz ativa nos circuitos artísticos expressa a necessidade da luta pela ocupação cultural de uma cidade. Para os que atuam na produção cultural cearense, a arte se esclarece como potência transformadora e determinante para o impulsionamento dos espaços de resistência, como nas associações de bairros, nos movimentos e coletivos.

Manifesto Coletivo
De acordo com pesquisa feita pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, entre 19 tipos de grupos artísticos pesquisados nos municípios brasileiros, os de teatro estavam presentes em 43,4% das cidades. Afinal, além do desafio de fazer com que a cultura chegue a todos, como é possível formar uma geração de pessoas familiarizadas à arte e a cultura?

A produtora cultural e gestora do CineTeatro São Luiz, Rachel Gadelha, enxerga a participação coletiva como fator determinante, nesse percurso de valorização e recuperação da arte e cultura, como instrumentos de transformação social. Para Rachel, a sensibilidade cultural começa no início da cadeia, ao apoiar os projetos culturais no bairro da própria comunidade.

O Projeto Escola no Cinema recebeu no Cineteatro São Luiz, mais de 25 mil estudantes

A gestora entende que o coletivo precisa ser forte e valorizado no seu bairro. “É preciso que as pessoas da própria comunidade queiram e prestigiem os seus artistas. Esse é o grande desafio: que a arte e a cultura tenham as condições de existência, reconhecimento e valorização, em todos os seus locais”, ressaltou a gestora do São Luiz.

O Estado e a Cultura
A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realizou, em 2016, o Projeto Escola no Cinema, levando mais de 25 mil estudantes ao Cineteatro São Luiz. Segundo Rachel, uma pesquisa realizada pela secretaria revela que aproximadamente 70% das atividades de sua programação são feitas por artistas cearenses.

Este trabalho de institucionalização de órgãos oficiais de cultura exerce papel fundamental na formulação e construção das políticas culturais. A existência desses instrumentos de gestão e financiamento reconhece e valida a política e a economia da cultura, influenciando diretamente no desenvolvimento das atividades artístico-culturais do Estado.

Para o músico e compositor cearense, Caike Falcão, a importância da ocupação cultural revela a necessidade de a arte preencher espaços onde estão todas as pessoas de uma sociedade. ‘’Quando falo de inclusão, me refiro também à marginalização. É importante que a arte esteja no centro, não na margem dela’’.

O professor e produtor cultural, Jean Felipe, atualmente trabalhando na Secretária de Cultura de Pacatuba, defende a urgência do Estado em ouvir a sua juventude, para estabelecer suas ações, baseado nas demandas reivindicadas por esses jovens. E concluiu: “É crucial que o Estado compreenda a importância da arte e cultura, incluindo a necessidade do acesso e contato, da condição de expressão, criação, produção e memória cultural”.

Serviço
Rede de Equipamentos Culturais atualizada pela Secult
Plataforma de mapeamento cultural do Ceará

TEXTO: Flávia Bessa (3º semestre – Jornalismo/UNI7)

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