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CORINGA: Levi de Freitas fala da trajetória no Diário do Nordeste

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Formado pela FA7 em 2012, o jornalista falou da importância de ser versátil na profissão

Levi falou da sua experiência e deu dicas da profissão para os estudantes (Foto: Sarah Veloso)

Levi falou da sua experiência e deu dicas da profissão para os estudantes (Foto: Sarah Veloso)

Com a simpatia característica, o ex-estudante da Faculdade 7 de Setembro, Levi de Freitas, conversou com os alunos da disciplina de Jornalismo Especializado I, na última quinta-feira, 02. Atualmente na editoria de Polícia do jornal Diário do Nordeste (DN), o jovem jornalista dividiu as experiências acumuladas em pouco mais de dois anos de formação na profissão.

“Não se fechem para o mercado, para ele não se fechar para vocês”. Este foi o tom de Levi durante quase todo o bate-papo. O jornalista que sonhava trabalhar em esporte, contou que aos poucos a alegria de descobrir outras vertentes no jornalismo, o fez mudar de rumo e atuar em áreas que nunca havia imaginado na época de estudante. Antes de aprofundar como é atuar na editoria Policial no periódico cearense, o torcedor são paulino contou sobre sua trajetória para entrar na empresa. “Estava no 5º, 6º semestre e nada de estágio. Então, surgiu a vaga no Diário, mas não fiquei otimista. Só enviei o currículo após grande insistência da minha sogra”, detalhou.

Entre uma vaga e outra
Após ser aprovado no teste para estágio no caderno de gastronomia, Levi foi para o primeiro dia no jornal. O jovem tinha sido aprovado para uma vaga online para o caderno “Guia do Sabor”. Durante a entrevista, as perguntas foram de diferentes assuntos, inclusive de esporte – seu grande apreço. “No primeiro dia de estágio, o meu editor na época pediu para escrever sobre tecnologia. Estranhei e expliquei que havia sido contratado para o caderno de gastronomia. Mesmo assim, ele pediu que escrevesse sobre outro assunto. Obedeci e durante quase quatro anos de jornal nunca trabalhei no caderno de gastronomia”, explicou em meio a risos.

Este foi apenas um dos exemplos que Levi relatou sobre a dinâmica do mercado jornalístico. Após algum tempo, se estabeleceu no Portal Verdes Mares. Ampliou mais ainda os horizontes. “No portal fiz matéria de tudo. Economia, entretenimento, política, cidade e esporte”, comentou.

Ao se passar por turista, Levi fez entrevista e fotografou jogadores da seleção brasileira no hotel (Foto: Sarah Veloso)

Ao se passar por turista, Levi fez entrevista e fotografou jogadores da seleção brasileira no hotel (Foto: Sarah Veloso)

Pela familiaridade com o jornalismo esportivo, foi natural ficar mais próximo da editoria. Durante o período de estagiário, o ex-aluno da FA7 participou de programas na Rádio Verdes Mares (Verdinha) e da produção no Globo Esporte (TV Verdes Mares). Além de cobrir férias de colegas no Jogada, caderno de esportes do DN. Após passar por várias áreas no portal, Levi foi contratado no fim de 2013, para editoria de Cidade.

Durante o breve período na editoria, uma publicação ficou marcada: o especial sobre os moradores de rua da Capital. “Recebi um release falando que a prefeitura faria um abrigo para 70 pessoas em situações de rua. Fiquei curioso e fui investigar quantas pessoas moravam nas ruas de Fortaleza e descobri que era bem superior as 70 vagas estabelecidas pela prefeitura e nasceu uma série de quatro reportagens”, explicou.

Velha editoria, novo desafio

Após quatro meses na editoria de Cidade Levi foi convidado a integrar a equipe de Polícia, que passa por uma reformulação editorial no jornal. Surpreso, o jornalista aceitou o desafio de tentar mudar a linguagem do segmento. “Não queremos mostrar só sangue. Queremos relatar o porquê daquele assassinato, do assalto, ir mais além”, explicou.
Durante o tempo no Diário do Nordeste dois sonhos foram concretizados para Levi. O primeiro foi trabalhar na cobertura da Copa das Confederações, em junho de 2013. Além da realização pessoal, o jornalista conseguiu burlar a segurança imposta pela Fifa e conversar com dois jogadores da Seleção Brasileira durante a concentração no Marina Park. “A segurança era grande, mas me disfarcei de turista e fiquei perto da piscina no hotel. Quando vi Daniel Alves e Dante estavam bem próximos de mim. Discretamente fiquei ouvindo a conversa deles e na hora certa interagi”, detalhou. Levi de Freitas explicou que a foto tirada dois jogadores causou problemas internos na CBF. “Quase tirou o emprego do Rodrigo Paiva (até então assessor de imprensa da entidade), mas não me arrependo temos que aproveitar as oportunidades”, afirmou.

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“Repito, estejam preparados para fazer de tudo. Não se prendam em uma coisa só”, aconselhou Levi (Foto: Sarah Veloso)

Por ter sido credenciado para a Copa das Confederações, Levi também conseguiu o credenciamento para a Copa do Mundo. Mesmo na editoria de Polícia, o jornalista foi liberado para cobrir o maior evento de futebol do mundo. “Foi uma experiência fantástica. Para quem curtiu futebol desde moleque está cobrindo e vendo um jogo de Copa do Mundo de perto, é um sentimento indescritível”.

Encerrando o bate-papo com os alunos Levi voltou a dizer que o mercado quer cada vez mais pessoas dinâmicas e sem medo de mudar. “Repito, estejam preparados para fazer de tudo. Não se prendam em uma coisa só”, aconselhou.

Lyvia Rocha
7º semestre

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