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REDE DE DORMIR: Produto é um dos mais procurados no Centro da cidade

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FA7 no Centro

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Apreciado por turistas, artigo é componente essencial na vida dos cearenses

Classificada como um item de grande demanda em lojas especializadas, a rede de dormir é um dos carros-chefes que aquece o mercado e deixa comerciantes contentes com as vendas. Continua sendo um dos produtos mais procurados no comércio do Centro de Capital, por visitantes e fortalezenses. A rede reforça e remete à tradição e à cultura do povo cearense.

Comércio de redes no Centro é um dos mais procurados por turistas (Foto: Vitória Yngrid)

Reconhecida como um dos principais destinos turísticos do país, Fortaleza tem boa parte da economia movimentada pelo turismo. O movimento de visitantes na cidade satisfaz o comerciante, pela quantidade e desejo de levar como lembrança um produto que lembre a cidade. Sendo assim, os artigos característicos da cultura cearense são os itens com maior volume de compra. Desta maneira, a rede de dormir, é um artigo que não pode faltar na hora das compras.

Para a paranaense Cristiane, 34 anos, o mais importante é a qualidade do material. Para ela, é o quesito fundamental para obter o produto. E ainda ressalta: não sabe dormir em rede. Serve mais como objeto de decoração para casa.

Já o comerciante Almir, 56 anos, afirma que só dorme de rede. “Não sei dormir de cama. Se dormir na cama, caio. A questão é saber deitar na forma certa, que é na diagonal, de uma ponta a outra, a rede molda o seu corpo. Na cama não. Você tem que se moldar para que possa deitar nela. ”

Comerciante desde os 8 anos, Almir diz que sua clientela principal é composta por turistas que, geralmente, são mais atraídos pelas belas varandas e também pelo valor. Em sua loja, as redes variam entre R$ 5,00 até R$1.800. A diferença de valores é de acordo com o trabalho realizado em cada peça. No geral, são peças que têm um processo demorado de criação. Primeiro, passam pelas mãos do tecelão e por duas ou três bordadeiras. A montagem final da peça é feita no momento que o cliente realiza a compra, quando ele vai escolher o corpo da rede e a varanda que deseja ser aplicada.

Vendedor de redes Almir, em mais um dia de trabalho no Mercado Central de Fortaleza (Foto: Vitória Yngrid)

Mas, por incrível que pareça, existem cearenses que não gostam de dormir de rede. É o caso da comerciante Ana Glaucieli, 29 anos. “Dormir de rede não gosto. O que gosto é de vender redes”.

As mercadorias encontradas no Centro de Fortaleza compõem a cultura local. A rede de dormir, desta maneira, está atrelada ao costume e tradição, passados de geração para geração, constituindo a herança do povo cearense.

 

 

 

 

Texto: Vitória Yngrid (5° semestre – Jornalismo)

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