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CONEXÕES: Comunidades vistas ganham perspectiva na comunicação do bairro

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Uni7 Informa

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Com o objetivo de propor uma reflexão a respeito das práticas que envolvem esse modelo, o evento foi organizado pelos estudantes com a supervisão da professora da disciplina

Conexões Comunitárias: Integração e Movimento foi o evento que recebeu os idealizadores e colaboradores da Folha Curió, Daniel França e Patrícia Lopes, e o jornalista Rafael Mesquista, assessor da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), para um bate-papo na última sexta-feira, 10. A iniciativa, na sala 520 do Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7), foi uma realização dos alunos da turma de Comunicação Comunitária, disciplina ministrada pela professora Kátia Patrocínio.

Professora Kátia Patrocínio fez a abertura do debate e deu as boas-vindas aos convidados

Criado a partir da necessidade de trazer uma boa visibilidade ao bairro, o Folha Curió nasceu de uma ideia que Daniel teve em uma disciplina da faculdade. “Não é possível a gente começar um jornal dentro do bairro sem falar sobre a história dele. Como esse bairro foi construído”, enfatizou. Licenciada em dança, Patrícia ajudou na construção do periódico. Ela conciliava a rotina de artista, com a de mãe e um novo desafio que vinha surgindo: o de dar voz e vez aos moradores do Curió. “A partir da primeira edição, não saí mais. O bacana foi ver o interesse das pessoas no jornal. Saber a história do bairro e se reconhecer naquelas palavras”, destacou, ao lembrar o início dessa trajetória.

Os membros vieram de diferentes áreas como jornalismo, dança, história, filosofia, dentre outros cursos. Para Patrícia, essa pluralidade é a definição do bairro onde sempre morou. “Cada um tem uma contribuição muito cara para fazer no jornal. Um olhar muito específico e que ao mesmo tempo abrange o olhar do outro”. A cada edição o Folha Curió foi ganhando mais visibilidade entre os moradores. E com isso, também passou a receber patrocínios de comerciantes locais.

Unânime entre os dois colaboradores, a terceira edição do jornal é considerada um marco na história do periódico. “Foi nessa edição que passamos duas semanas na correria para terminar tudo. Essa edição custou muito trabalho, mas nessa eu senti a equipe trabalhando em prol de um bem maior”, frisou Daniel.

Com outro ponto de vista, Rafael Mesquita trouxe o assunto para as entidades sindicais e seus papéis na sociedade. Assessor da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) ele analisa o relacionamento dos jornalistas com a comunicação sindical. “Houve um trabalho de apresentação da estrutura da entidade. Mas o sindicato precisava se mostrar significativo, não adiantava apenas eu dizer”, ressaltou.

Rafael Mesquita explica a rotina de trabalho nas entidades sindicais e suas estratégias de comunicação

Diferentemente das assessorias de comunicação tradicionais que já havia trabalhado, ele resolveu começar o trabalho em uma entidade nova fazendo jornalismo investigativo. “Fazia relatórios, levantamentos anteriores, e boa relação com as redes sociais para divulgação dos conteúdos produzidos”. Era sua atribuição pensar e desenvolver o plano de comunicação que melhor representaria o suporte necessário para essas entidades. “O trabalho era também tornar a empresa representativa para a mídia”, acrescentou.

Para a estudante de jornalismo Fátima Belarmino, atividades como o debate maximizam o aprendizado proposto em sala de aula. “Permitiu que eu conhecesse o Folha Curió e seus idealizadores. Temas como protagonismo social, construção de estereótipos negativos e olhares plurais foram importantes para mim. O Rafael Mesquita trouxe um olhar direcionado a pontos específicos como o direito à informação e estratégias de comunicação e agregou bastante”, enfatizou.

SERVIÇO:
Folha Curió – @folhacurio
Fetamce – @fetamce

Texto: Matheus Castro (6º semestre – Jornalismo/UNI7)
Fotos: Amanda Oliveira (6° semestre – Jornalismo/UNI7)

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